Sonhe com o que você quiser. Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida
e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades
para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E
esperança suficiente para fazê-la feliz.

CLARICE LISPECTOR

Sejam Bem- Vindos!!!

OBRIGADA A TODOS QUE ACOMPANHAM O BLOG. ESTAMOS COM MAIS DE 30.000 MIL VISITAS!!!!!































































































Leituras Indicadas


quarta-feira, dezembro 19, 2012

Cursos de Férias do Praxis 2013

Confiram  a Programação de Férias do Praxis 2013. Imperdível!!!!Participem!!!!

PROGRAMAÇÃO DE VERÃO – 2013

Atualizado em: 11 de dezembro de 2012 por praxis


O Praxis oferece um programa especial de eventos de verão planejados e organizados com pequena carga horária e conteúdo diversificado.

São “mini cursos” que objetivam ofertar noções introdutórias, atualizar e ampliar o conhecimento dos participantes em temas na área das ciências Psi.

Realizaremos o programa aos sábados, do dia 12 de janeiro ao dia 02 de fevereiro de 2013. Nesse período, serão oferecidos 07 (sete) eventos com carga horária de 4 (quatro) horas-aula.

O valor de cada evento é R$ 45,00 (Certificado de participação incluso).


FAÇA SUA INSCRIÇÃO
 

12/01/2013

(das 09h30 às 13h00)

Contribuições de Melanie Klein para a prática clínica com crianças: Conhecimento e compreensão da abordagem kleiniana a respeito do brincar e da fantasia inconsciente na prática clínica como fundamentais para a criança elaborar a angústia e amadurecer emocionalmente.

Profª Cristiane Neve Pereira - CRP 31733/5

12/01/2013

(das 14h00 às 17h30)

A comunicação mãe-bebê na experiência subjetiva: A comunicação intersubjetiva entre a mãe e o bebê à luz da teoria do desenvolvimento emocional de Donald W. Winnicott, do nascimento à primeira infância.

Profº Sergio Gomes da Silva - CRP 38428/05

19/01/2013

(das 09h30 às 13h00)

Introdução a obra de Françoise Dolto: Apresentação da vida de Françoise Dolto e seu percurso pela psicanálise, principais conceitos (imagem inconsciente do corpo e castrações simboligênicas), prática clínica, caso Dominique e a Maison Verte, espaço de atendimento à crianças e seus pais.

Profª Julia R. Valle Milman - CRP 31103/05

19/01/2013

(das 14h30 às 17h00)

Psicanálise, crime e justiça: referências em Freud e Lacan: O curso visa evocar, desde os posicionamentos marcados por Freud e Lacan, o campo de discussões surgidas para os analistas quando de sua convocação pelos campos da segurança e da justiça acerca do crime. familiarizar o aluno com as discussões criminológicas pelo viés psicanalítico de Freud e Lacan.

Profª Carlos Costa – CRP 31322/05

26/01/2013

(das 09h30 às 13h00)

O Processo de Autoconhecimento na Orientação Profissional: Palestra teórica-vivencial ressaltando a importância da etapa de Autoconhecimento para o sucesso do processo de Orientação Profissional.

Profª Renata Lucia L. de Souza – CRP 37559/05

26/01/2013

(das 14h00 às 17h30)

Introdução à clínica das psicoses: Movimento da reforma psiquiátrica no Brasil. As diferenças entre o olhar da psiquiatria e da psicanálise sobre a clínica das psicoses. A prática no consultório particular e nos dispositivos alternativos: ambulatórios, CAPS, Hospitais-dia, Acompanhamento Terapêutico entre outros.

Felipe Vianna Pinheiro – CRP 05/31306

 

02/02/2013

(das 09h30 às 13h00)

Transtornos mentais na infância e na adolescência: Fornecer atualização sobre a psicopatologia da infância e da adolescência.

Profª Andreia dos Santos Silva – CRP38968/05

 
 
 
 
 

Para maiores informações visitem o nosso site: http://praxispsi.com.br/home/?p=594

terça-feira, setembro 04, 2012

VII SIMPÓSIO NACIONAL

VII SIMPÓSIO NACIONAL
Santa Casa de Misericórdia - RJ
Serviço de Psiquiatria Prof. Jorge Alberto Costa e Silva
Setor de Psiquiatria da Infância e Adolescência
Modernidade, Ciência e Mitos em Saúde Mental da Infância e Adolescência
07 e 08 de dezembro de 2012 no Auditório Geral da Santa Casa de Misericórdia
Auditório Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro (Rua Santa Luzia, 206 – Centro)
Coordenação: Fábio Barbirato, Gabriela Dias e Rita Thompson
PROGRAMA
Sexta - 07 de Dezembro
8:30– Abertura
Fábio Barbirato – Chefe do Setor de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Santa Casa – RJ
Fátima Vasconcellos – Chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital Geral da Santa Casa – RJ / Presidente da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro (APERJ)
9:00 às 12:00 – Conferências – Coord: Fátima Vasconcellos (Santa Casa/APERJ)
  • Atualidades no DSM-V para 2013: Apresentação e Crítica às Modificações dos Critérios Diagnósticos no Autismo, Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Humor Bipolar (THB) – Fábio Barbirato (Santa Casa)
  • Atualidades em Neuropsicologia nos Transtornos Mentais na Infância e Adolescência– Sylvia Ciasca (UNICAMP)
  • Aprendizagem e Transtornos Mentais na Infância: Como se apresentam e como detectá-los?– César de Moraes (PUC-Campinas)
  • Transtornos da Aprendizagem: Modificações propostas para o DSM-V – Renata Mousinho (ELO-UFRJ)
12:00 às 13:30 – Almoço
13:30 às 15:30 – Conferências – Coord: Silvia Mariama (Santa Casa)
  • Déficit Intelectual: Como reconhecer precocemente e como ajudar na inclusão social e acadêmica – Evelyn Kuczynski (USP)
  • Desenvolvimento e Aprendizagem: O que aprender com as teorias antigas e com as evidências cientificas atuais? – Francisco Assumpção (USP)
  • Psiquiatria de Pré-Escolares: Atualidade no Autismo e no TDAH – Gabriela Dias (Santa Casa)
15:30 às 17:30 – Mini-Conferências: A Ciência e os Mitos nos Transtornos Psiquiátricos da Infância e Adolescência – Coord: Gabriel Landsberg (Santa Casa)
  • Dislexia– Sylvia Ciasca (UNICAMP)
  • TDAH– Fábio Barbirato (Santa Casa)
  • Autismo– Francisco Assumpção (USP)
  • Depressão e Ansiedade – César de Moraes (PUC-Campinas)
17:30– Encerramento
Sábado – 08 de Dezembro
08:30 às 09:30 – Conferências – Coord: Ricardo Krause (Santa Casa)
  • Dependência Química e Comportamental: Álcool, Drogas, Internet e Vídeo Games – Gabriel Landsberg (Santa Casa)
  • Inclusão é possível no Brasil? O que precisamos mudar? – José Belizário (UFMG)
9:30 às 10:50 – Mesa Redonda: Experiências bem sucedidas para inclusão: Vencendo preconceito!
Representantes das seguintes associações:
  • Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) - Iane Kestelman
  • Associação Nacional de Dislexia (AND) - Clélia Argolo
  • Autismo e Realidade – Daniela Bordini
  • Planeta ASPIE – Palestrante a confirmar
10:50 às 11:30 – Conferência – Coord: Fatima Vasconcellos (Santa Casa/APERJ)
  • O que é Psicofobia? – Diretoria da ABP (Palestrante a confirmar)
11:30 às 12:30 – Brunch
12:30 às 15:00 – Mesa Redonda: Tratamento Baseado em Evidência – Coord: Lindemberg Bragança (Santa Casa)
  • A Importância do Tratamento Baseado em Evidência – Francisco Assumpção (USP)
  • Psiquiatria da Infância: Não medicar ou medicar? – Fábio Barbirato (Santa Casa)
  • Avaliação Neuropsicológica: Quando pedir para crianças e adolescentes? - Daniela Carim (UNIFESP/Santa Casa)
  • Terapia Focal: Quando indicar? – Lúcia Marmulsztejn (Santa Casa)
  • Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) para Crianças: Quando é indicado? - Patrícia Barros (Santa Casa/UERJ)
  • Linguagem e Autismo – Katia Badin (Santa Casa)
  • Autismo e Escola – Rita Thompson (Santa Casa)
15:00– Encerramento e Entrega dos Certificados

quarta-feira, agosto 15, 2012

Workshop: "A arte de acompanhar e promover potenciais"


"A arte de acompanhar e promover potenciais"
Um olhar Floortime e Transpsicomotor para o Sujeito, suas potencialidades e singularidades

Rio de Janeiro

INSCRIÇÕES ABERTAS!! VAGAS LIMITADAS!!

INFORMAÇÕES:
(21) 3734-5665 ou (21) 7717-5665

quarta-feira, julho 25, 2012

Foi lançada a campanha: Não à Medicalização da Vida!!!!


Leia a Cartilha:


Apoio Conselho Fereral de Psicologia:

A Campanha Não à Medicalização da Vida já está no ar. Participe! Leia a cartilha que fornece subsídios para a Campanha

sábado, julho 21, 2012

X Jornada Internacional Sobre Violência Contra Crianças na UERJ

 X JORNADA SOBRE A VIOLÊNCIA
CONTRA CRIANÇAS
Teoria e Prática


23e 24 de agosto de 2012
Local:
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
PROJETO DE CAPACITAÇÃO E TREINAMENTO
PARA O ATENDIMENTO ÀS CRIANÇAS VÍTIMAS
DE VIOLÊNCIA

Campus Maracanã, Pavilhão João Lyra Filho.
Sala 10.001 bloco D.
Terças, quartas e quintas feiras a partir das 11h.
INFORMAÇÕES:
2334-0136/2334-0108

sexta-feira, julho 20, 2012

No reino das Espertezas a Violência do abuso sexual contra crianças

Dica de livro No reino das Espertezas a Violência do abuso sexual contra crianças. Nessa obra de referência,  a Professora Doutora Maria Luiza Bustamante Pereira de Sá, aborda a temática do abuso sexual contra crianças, onde nos alerta sobre os danos e repercussões de atos tão destrutivos à infância.


Vale apena conferir!!!!!

José Angelo Gaiarsa - O corpo em movimento



 
Queridos Blogueiros, segue um achado fantástico do fenomenal  José Angelo Gaiarsa. Saudade Gaiarsaaaa!!!!!

 
Vale muito apena assistir!!!!!

quarta-feira, julho 18, 2012

QUESTÕES SOBRE A PARENTALIDADE: UMA PEQUENA REFLEXÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA SUA MANUTENÇÃO NO PÓS-DIVÓRCIO.






QUESTÕES SOBRE A PARENTALIDADE: UMA PEQUENA REFLEXÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA SUA MANUTENÇÃO NO PÓS-DIVÓRCIO.

por Andreia Silva
Atualmente tem se verificado nos diversos segmentos sociais a importância de se discutir a questão da manutenção da convivência do casal parental com seus respectivos filhos no pós- divórcio.
Isso pode ser corroborado por inúmeros estudos e pesquisas na área que denotam a importância para a vida psíquica dos filhos de pais divorciados, que em muitos casos o fim do laço conjugal representa para os filhos o comprometimento do vínculo parental com pelo menos um dos genitores.
Brito (2008) relata a dificuldade encontrada por muitos homens e mulheres em diferenciar a parentalidade da conjugalidade no contexto do pós- divorcio. Evidencia-se na separação entre casais, no que concerne a filiação uma acentuada confusão entre os aspectos que se referem a conjugalidade e os que se referem ao desempenho dos papeis parentais. Ainda segundo Brito (2008 apud Souza & Ramires, 2006) os pais devem saber diferenciar o rompimento do vínculo conjugal da manutenção da parentalidade, com isso reduzindo a hostilidade e o nível de conflitos.
Feres- Carneiro (1998) em Casamento contemporâneo: O difícil convívio da individualidade com a conjugalidade, afirma que numa separação quem se separa são os pais, o casal parental continuará para sempre com a função de cuidar, de proteger e principalmente prover as necessidades materiais e afetivas dos filhos. Feres- Carneiro sinaliza, ainda que, o pior conflito que os filhos podem vivenciar, na situação de separação dos pais é o conflito de lealdade exclusiva, quando essa é exigida por um ou ambos os pais.
Dessa forma distinguir parentalidade de e conjugalidade num contexto de separação se faz um tarefa extremamente delicada, pois implica entender a continuidade de uma e a descontinuidade de ou outra e o impacto que esses novos rearranjos produzem na vida dos personagens envolvidos, principalmente dos filhos.
Dolto (2003) ao considerar da separação dos pais e os seus desdobramentos no inconsciente das crianças, fala sobre o continuum, presente em três esferas da vida da criança: o continuum do corpo, o continuum da afetividade e o continuum da vida social.
A noção de família se faz importante nesse processo, de acordo com Fustier Aubertel (1998) a família tem como tarefa fazer nascer indivíduos para vida psíquica, como berço psíquico do sujeito deve servir de sustentação para que o recém nascido construa o seu psiquismo e organize seu mundo interior (p.138). Segundo Meyer (2004) essas identificações são feitas com os membros da família ou com pessoas substitutivas dos membros da família. Dessa forma, a pessoa vai ao longo do tempo, vivendo seus conflitos e construindo identificações que vão se condensando, decantando e formando a personalidade. Na concepção da psicanálise clássica, a história do sujeito é a história dos seus conflitos e das relações que ele teve durante a vida (p. 30).
De acordo com Eiguer (2000) ao falar de laços de filiação, nos ensina que esses se referem aos laços primários dos pais com as suas famílias de origem, a história de união desses pais e do investimento dos mesmos na concepção da criança, a reciprocidade e o reconhecimento dos lugares e posição dos filhos e dos pais no interior do grupo. E é justamente esse reconhecimento que dá origem aos investimentos afetivos como recurso fundamental para a constituição do laço de filiação (p. 14).
A função paterna por sua vez, garante o reconhecimento dos pais. No grupo familiar circula traços identificatórios, suscitando o compartilhamento entre os seus semelhantes.
O “ser de uma família”, existe em cada um de nós, pois ela possibilita identificações, nos dá a noção de continuidade e possibilita o deslocamento, o rearranjo de papéis: de filho os sujeitos passam a ser marido esposos e conseqüentemente pais. A criança nasce de um desejo de continuidade do casal parental. E como sugere Meyer (op cit) essa criança nasce hipotecada, isto é, como se existisse uma espécie de agenda para ela, já nasce com time de futebol para torcer, uma profissão para seguir e uma série de compromissos futuros que os pais ou substitutos projetam.
Essa questão é crucial para as famílias em processo de separação. Como a parentalidade sobrevive a esse processo? Como garantir esse continuum aos filhos de pais separados? Como desfazer o casal sem desfazer o ninho?
Em uma pesquisa realizada na UERJ no Instituto de Psicologia entre os anos de 2000 e 2005 intitulada Rompimento Conjugal e Parentalidade foram entrevistados pais e mães separados e também os filhos de casais que passaram por esta experiência na infância. E foi realizado também em ambos os segmentos grupos de reflexão sobre as referidas experiências, todas relatadas no artigo Alianças desfeitas, ninhos refeitos: mudança na família pós- divórcio.
E nessa pesquisa foi interessante constatar que o processo de separação principalmente para a maioria dos pais (homens) entrevistados, foi um processo doloroso, pela modificação na qualidade da relação estabelecida com os próprios filhos. Onde foi relatado por alguns que se soubessem que o preço seria a diminuição convivência com seus filhos talvez não tivessem tomado a decisão se separar.
Como a guarda, segundo os participantes era delegada a mãe na maior parte dos casos , causava-lhes estranheza a posição de visitante dos filhos e relatavam ainda que se sentiam despotencializados quanto à participação no processo educativo dos mesmos.
Esse distanciamento com relação ao genitor não guardião também foi salientado pelos filhos, que expuseram que muitas vezes durante o processo de separação eram alocados no centro do caos, como conseqüência do divórcio as brigas mudavam de foco e passavam para a questão da guarda dos filhos.
Constatou-se que a redução da convivência não se traduzia apenas ao genitor não guardião, mas também a da família extensa, na grande parte das vezes a paterna, já que, em alguns casos analisados na pesquisa a guarda estava sobre o poder da mãe. Alguns dos filhos de pais separados, que participaram de pesquisa, sinalizaram que hoje já adultos, não construíram um laço de convivência com o pai e sequer com avós, tios e primos.
Dessa forma, entende-se a importância de se pensar o compartilhamento da guarda, em benefício ao melhor desenvolvimento da criança, deve ser considerada como ponto central em casos de separação onde há filhos envolvidos. Verifica-se que muitos pais passam por um momento de desorientação no momento em que se separam e identificamos uma série de questões nesses indivíduo, por exemplo, como desenvolver a parentalidade após o rompimento da conjugalidade.
Destaca-se enfim a necessidade urgente de que esses pais, mesmo com o rompimento de um projeto inicial consolidado com a união conjugal e a parentalidade, ainda sim, sejam ambos os sujeitos ativos, capazes de intervir nas diversas esferas da vida de seus filhos.



REFERÊNCIAS

ANDRE FUSTIER, F; AUBERTEL, E (1998). Transmissão Psíquica Familiar pelo Sofrimento. IN: EIGUER, a (org). A transmissão do psiquismo entre as gerações. São Paulo: Unimarco, p. 129-179.


BRITO, Leila M. Torraca de (2008). Alianças desfeitas, ninhos refeitos: mudanças na família pós- divorcio. In: Famílias e separações: perspectivas da psicologia jurídica. Rio de Janeiro: Edu UERJ.


DOLTO, F (2003). Quando os pais se separam. Rio de Janeiro: Zahar.


FÉRES-CARNEIRO, T. (1998). Casamento contemporâneo:O difícil convívio da individualidade com a conjugalidade. Psicologia: Reflexão e Crítica,11(2), 379-394


MEYER, L (1984). Família dinâmica e terapia: uma abordagem psicanalítica. São Paulo: Brasiliense.




 

Curso de Atualização: Melanie Klein – A Técnica do Brincar em 6 Lições


Clínica da perversão: o perverso narcísico o mal da contemporaneidade

Othelo de Shaekespeare





Clínica da perversão: o perverso narcísico o mal da contemporaneidade
(ensaio)

Andreia Silva

       Você conhece alguém que é a eterna vítima? No entanto, numa análise apurada e inteligente esse posicionamento pode ser questionado. Está sempre envolvida em situações curiosas e polêmicas, porém parece que está blindada, pois ninguém questiona o seu caráter?!
      Costuma fazer  comentários capciosos acerca do outro, que num primeiro momento são despretensiosos, mas que tem no fundo o intuito de denegrir alguém? São comentários sempre endereçados?! Promove a animosidade entre as pessoas e até a separação das mesmas e sempre se isenta de tal ato? Ok, é bem possível que você esteja lidando com um perverso moral!
       Na clínica da perversão aprendemos como é difícil desmascarar um psicopata, sedutores, manipuladores e mestres na mentira, conseguem mobilizar fãs ardorosos! O que nos resta é sutilmente levar as pessoas a um processo de tomada de consciência, para que aos poucos consigam se libertar do engendramento perverso.
       Chamamos o psicopata de perverso moral, porque ele ataca a identidade do outro, é profundamente invejoso, e tenta destruir no outro aquilo que há de melhor, pois sabe que nunca irá conseguir ser ou ter o que o outro possui. Ao contrário do que muitos pensam, o perverso moral na maioria das vezes almeja destruir qualidades do outro, como entusiasmo, bondade, alegria de viver. E consegue isso na relação que estabelece, assediando moralmente o seu objeto de ódio.
       Os psicopatas não têm amigos! Ele recruta seguidores, que na  maioria  das vezes não percebem que estão sendo manipulados. Excelentes observadores, conseguem identificar os pontos de fragilidades de cada um e  ali atuam. São ótimos em reassegurar o outro, os que lhe conferem imediata aceitação e fácil adesão. Geralmente procuram se  aproximar de quem podem lhes dar alguma coisa em troca. Pessoas com posições sociais elevadas são as suas companhias preferidas.
       Os psicopatas ou perversos morais não se satisfazem com  qualquer posição na vida, geralmente são objetos do seu desejo lugares que lhes assegurem credibilidade perante aos demais, meios políticos, religiosos, educacionais, etc; são postos almejados pelos perversos morais.
       A manipulação e a vitimização são as grandes estratégias dos perversos. A dinâmica do psicopata é a de colocar o outro na condição de objeto. E vai assujeitar esse outro até que o descarta quando não mais interessá-lo. A HISTERIA COLETIVA DESPROPOSITAL E AS INFORMAÇÕES FALSAS SÃO SINAIS VISÍVEIS DA ATUAÇÃO DO PERVERSO.
Como ocorre a manipulação perversa?
       Como já foi mencionado os psicopatas não conseguem estabelecer relações com o outro, por sua incapacidade empática e dificuldade de enxergar esse outro como um ser inteiro, dessa forma, a relação que estabelece é unilateral e de assujeitamento desse outro as suas vontades.
       Os seguidores do psicopata demoram a tomar consciência de que estão sendo manipulados e quando se dão conta disso, já funcionaram como objeto nas mãos dos perversos morais. Alguns especialistas traçam perfis dessas vítimas/seguidoras, contudo, percebo que pessoas esclarecidas caem constantemente no jogo de sedução e enredamento perverso.
       A linguagem do psicopata é sempre desqualificadora com relação ao outro. Dificilmente fere esse outro, que é seu objeto de ódio, frontalmente. Ele utiliza alusões perversas, promove a ruptura das relações entre as pessoas em discursos ou falas onde sempre está oculto um ataque à alguém (seu objeto de ódio ou inveja).
      Em  raras ocasiões perversos morais não levam a melhor, quando os percebemos e compreendemos a sua dinâmica eles são previsíveis, e caem nas suas próprias ciladas...falam demais, inventam demais, mentem demais e finalmente desmascarados ficam perdidos em seus próprios delírios megalomaníacos.
       Finalmente é de extrema importância que tomemos cuidado com psicopatas ou perversos morais, pois são inteligentes e ardilosos, por onde passam deixam um rastro de discórdia e destruição. Não há o que consiga parar um perverso moral!  Já ouvi alguns especialistas afirmarem que quando se deparam com o seu vazio; há uma chance. Bem,  estou  há anos na clínica nunca testemunhei tal fato.


Indicação de Leitura:



ASSÉDIO MORAL: DEFINIÇÃO E TÉCNICAS DE DESESTABILIZAÇÃO DOS ASSEDIADORES








ASSÉDIO MORAL: DEFINIÇÃO E TÉCNICAS DE DESESTABILIZAÇÃO DOS ASSEDIADORES
por Andreia Psi

Definição:
Assédio Moral é a Violência velada ou declarada, que tende a dirigir seu ataque a identidade do outro.
Inicia-se pela recusa à diferença.
Manifesta-se por um comportamento no limite da discriminação.
Atos perversos. constantes, de falta de respeito, mentiras e manipulações que podem levar a verdadeiros assassinatos psíquicos.
Processo real de destruição moral.
Técnicas de desestabilização habituais nos perversos:
Subentendidos
Alusões malévolas
Mentira
Humilhações
Um indivíduo perverso é permanentemente perverso; ele está fixado nesse modo de relação com o outro e não se questiona em momento algum.
Seja na violência direta ou indireta os ataques perversos são atos predatórios, ou seja, um ato de apropiar-se da vida do outro. Sem considerá-lo como ser humano
Manipulação perversa:
► capacidade de inverter os papéis.
►o agressor torna-se agredido e a vítima assume o lugar do agressor.
► A culpa permanece sempre do mesmo lado (o da vítima).
► Para ter credibilidade, desqualifica a vítima.
O perfil do assediador é o mesmo perfil do perverso, geralmete ele denigre a imagem de alguém, por exemplo, com pseudo preocupações. Ex.: Você sabia que fulano está assim? Está fazendo isso ou aquilo! Estou tão preocupado!
E dessa forma vai a um e a outro com "preocupações falsas", onde na sua fala está embutida o ataque a imagem e credibilidade do outro. Sempre colocando esses ataques como uma grande confidência.Ex.: Estou dizendo isso porque confio em vc!

Na maioria das vezes é difícil detectar assediadores, principalmente se eles ocuparem posições que exigem que os mesmos passem a idéia de que estão dentro das leis que regem o convívio com outros os seres humanos: como respeito e empatia.
Difícil mas não impossível a olhos bem atentos.



Analísem



















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segunda-feira, julho 16, 2012

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICANÁLISE INFANTIL



INSCRIÇÕES ABERTAS!!!

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A ÉTICA DO RESPEITO NA CONTEMPORANEIDADE: RESSIGINIFICANDO OLHARES NO CAMPO DA SAÚDE.







A ÉTICA DO RESPEITO NA CONTEMPORANEIDADE: RESSIGINIFICANDO OLHARES NO CAMPO DA SAÚDE.

por Andreia Silva

Em tempos de desenvolvimento de tecnologias super avançadas que atravessam de forma cada vez mais intensa as diferentes esferas da vida humana interferindo na relação do homem com o mundo, se faz imprescindível pensar à relação entre ética, ciência e tecnologia.

O projeto de Modernidade da qual somos herdeiros teve como fatores importantes o surgimento de diferentes visões de mundo, baseadas no progresso e na previsibilidade (na determinação científica).
A modernidade terá como motivo unificador a celebração do individuo e da liberdade individual. A cosmologia científica se encarregará pela busca do controle e da predição, por modelos matemáticos e mecânicos e pela visão de um universo constituído por partículas mortas.
A busca pela predição, a exaltação do determinismo das ciências cujo objetivo era tornar a realidade uniforme, testável e empírica, atingirá de forma implacável o modo de vida das sociedades ocidentais, favorecendo a processos irreversíveis como a globalização.

Os parâmetros sociais passam a ser a excelência a qualquer custo e a alta perfomatividade nos diferentes campos de atuação do homem. A construção das metanarrativas irá coincidir com o fenômeno dos “especialismos”, que terá como representante oficial o conhecimento acadêmico.

De acordo com Filho (2000) na Modernidade a fragmentação do conhecimento e a multiplicação de disciplinas que engendram o processo de departamentalização nas universidades, impedem a integração dos conhecimentos, e o processo de interdisciplinaridade. Ainda de acordo com Filho (2000) o especialista formado na universidade moderna pode ser denominado como um “bárbaro moderno”, aquele que sabe quase tudo sobre quase nada, o que não tem a visão do todo, do conjunto, muito menos a visão da articulação dos seus conhecimentos.

Não pretendo aqui falar minuciosamente do processo pelo qual a humanidade foi inserida a partir do paradigma Moderno, mas sim, fazer apenas um recorte para ilustrar que algumas práticas hoje tão criticadas principalmente pelos chamados pós-modernos, advindas do projeto de Modernidade, tem a sua gênese na formação profissional das diferentes áreas do conhecimento.

A Modernidade trouxe não só os especialismos, como também a onipotência de determinadas áreas do saber, e a saúde nos dá ótimos exemplos, não é de hoje o grande “cisma” que existe entre o saber médico com a sua pretensão de se tornar um saber hegemônico e as demais formas de saber, de profissionais também ligados à saúde: sejam psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, equipe técnica, etc.

Essa ruptura tem importantes conseqüências no que concerne a relação entre os diferentes profissionais, e principalmente na relação deles com aqueles que necessitam de cuidados. O desenvolvimento acelerado de diversas tecnologias que visam objetivar a realidade, dá-nos uma amostra de como a ciência tenta predizer também o homem, esquadrinhando-o.

A predição do homem anula a sua subjetividade, cada comportamento inadequado é explicado via sinapses químicas, neurônios disfuncionais, que terão como solução uma pílula eficaz para contorná-lo ou extirpá-lo.

Lidamos dessa forma com a tentativa de normalização dos comportamentos. Isso decorre de uma formação acadêmica fragmentada e distanciada da realidade. Esquirol (2005) nos chama atenção para esse distanciamento, ao falar de sobre a ética do respeito nos diz que essa só é possível, desde que estejamos vinculados com a realidade que nos cerca, onde olhar e atenção são movimentos importantes. O autor esclarece que a ética do respeito deve preceder as demais éticas, pois só o respeito é capaz de levar a uma atitude verdadeiramente moral.

De acordo com Esquirol (2005) numa época dominada pela ciência e pela tecnologia que nos remetem à hegemonia da cosmovisão técnico – cientifica, a ética do respeito se apresenta como uma concepção de mundo diferente, onde o respeito se tornaria o eixo de uma nova perspectiva.

Vivemos numa sociedade onde a superficialidade e o desequilíbrio são os seus principais sintomas. É comum ouvirmos falar das principais doenças da atualidade: como Estresse, Depressão, TDAH, dentre outras. Mas, acredito que o principal sintoma do adoecimento da sociedade contemporânea é a completa indiferença com relação ao outro. Indiferença que segundo Esquirol (2005), tem uma conotação moral, pois sendo o respeito uma atitude moral, a indiferença seria sua antagônica.

A ética do respeito da qual Esquirol fala nos remete ao outro, promove uma mudança de lugar com relação a esse outro, nos permitindo compreender a sua realidade. Uma visão técnico-científica apresenta um lugar fixo, “seguro”, conhecido, pois não é necessário trocar com o outro, é a ética do especialista.

Numa época dominada pela competitividade, pela indiferença que se reproduz na nossa formação profissional, é importante pensar formas de reverter esse processo, ressignificando o nosso olhar e conseqüentemente as nossas práticas.

Considerações sobre a relação entre a ética, à ciência e a tecnologia têm por pano de fundo a preocupação de humanizar a técnica, depois que ela ganhou autonomia no curso da modernidade e em atenção ao fato de que nos dias de hoje, com a biotecnologia e as manipulações genéticas, ela aparece com o poder de transformar o homem, gerando o homem geneticamente modificado e indiferente ao seu meio.

Esquirol (2005) fala que é impossível uma sociedade sem respeito, Hobbes em O Leviatã (1983) nos ensina que só é possível uma sociedade civil não regredir para o que ele denominou Estado de natureza, onde impera a violência, caracterizando o homem como lobo do homem, via contrato social , que será estabelecido pela coletividade visando o bem comum. Ao contrário do que acontece na atualidade, onde a desconfiança, o individualismo e a competitividade permeiam as relações interpessoais.

Numa época com essas características, a ética do respeito se apresenta como uma novidade: olhar o outro com atenção, e conseguir enxergá-lo pode parecer uma coisa óbvia, mas na realidade é um exercício que representa um gasto energia, que passa pelo interesse de descobrir o outro, enxergá-lo e entendê-lo.

Em palestra proferida pela professora Ana Feijó (professora do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro), para o curso de Pós-Graduação em Psicopedagógica no dia cinco de novembro de 2008 sobre Educação e Heterogeneidades, se referiu sobre o fenômeno que se instaurou a atualidade, que é o surgimento das diversas classificações dos transtornos mentais, que passaram a ser minuciosamente descritos nos grandes manuais de psicopatologia e etc. Segundo ela, o homem contemporâneo necessita desses mecanismos para que a realidade se torne reconhecível, criando uma ilusão de segurança, porque o que é da ordem do familiar se torna mais fácil de manejar.

Isso sem sobra de dúvida promove um abismo entre as pessoas, uma sociedade guiada por uma visão técnico-científica, é uma sociedade fria e desinteressada a tudo aquilo que diz respeito ao humano.

Desinteressada em entender toda a sua pluralidade e complexidade. Quando me aproximo do outro posso perceber toda a sua grandiosidade.



A ÉTICA DO REPEITO E A HUMANIZAÇÃO DA TÉCNICA



Kant em seu texto Que é Esclarecimento (1783) fala de dois estados em que homem pode se encontrar durante a sua vida, que ele denominou como autonomia e heterenômia. A autonomia ou maioridade do homem pode ser caracterizada como um estado em que o sujeito é capaz de fazer suas próprias escolhas, onde ele é capaz de deliberar sobre as coisas da vida, decidir o seu rumo. O estado de heterônomia ou menoridade, segundo Kant é uma condição em que o homem aceita o que vem de fora de forma acrítica, por preguiça e covardia.

Kant critica a menoridade do homem, segundo ele, o homem a escolhe porque é cômodo, essa menoridade não reside na falta de entendimento do homem, mas sim, na sua falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo em direção a outrem.

A menoridade é cômoda, assim como, a indiferença, em ambas não exige nenhuma implicação com outro e com a realidade que nos cerca.

No cotidiano das instituições de ensino podemos perceber práticas que levam toda a instituição ao estado de heterônomia: quando debatemos, discutimos e tomamos como verdade universais conhecimentos produzidos fora da nossa realidade social, saberes que são importados.

Essa situação também se reflete na atuação dos diferentes profissionais da área da saúde em nosso país, de forma alguma pretendo passar a idéia que o conhecimento vindo de fora deve ser descartado, contudo acredito que devemos ter mais coragem, saindo da situação de menoridade e darmos valor ao saberes produzidos dentro das nossas práticas profissionais vinculadas a nossa realidade. Prática que deve ser mediada por uma ética que considere a dimensão humana, como nos ensina Chiattone (2000 p 123): “Conceitos como a ética da dimensão humana não deve permanecer como um mero acessório na formação profissional. Aí a essência da tarefa”.

Oferecer a escuta para a pessoa em sofrimento, deixar se afetar pela sua presença, respeitando a sua singularidade, reconhecendo-a, e permitir que ela produza afetos que se desdobrem em ação terapêutica, é o parâmetro que deve nortear as ações daqueles que lidam com a saúde nos seus diferentes contextos.

No cotidiano de um Hospital na maioria das vezes encontramos lugares bem definidos, estando o saber médico no topo da pirâmide em detrimento a outras formas de saber. É curioso observar essa dinâmica, nada acontece sem a provação do “doutor”, muitas das vezes os outros profissionais atuam como coadjuvantes na ação terapêutica. Aliás, é importante lembrar que ação terapêutica vem do grego (therapéia, que significa solicitude, cuidado), que nos levam ao envolvimento com o outro, porém nos ambulatórios, hospitais e consultórios a realidade se apresenta de outra maneira, atendimentos frios mediados por prescrições de receitas e anamneses prontas.

Até mesmo o tratamento psicológico passa pela indicação do médico. Geralmente essa indicação só vem quando são esgotadas todas as formas de causas biológicas para um determinado problema. Isso ilustra bem o lugar que ocupa o saber psicológico dentro das instituições de saúde, o “lugar do não saber”, como nada biológico pode explicar determinado sintoma causador do sofrimento do sujeito, a frase que se ouve muitas vezes dos médicos é que: - “O problema deve ser psicológico.”.

Angerami (2000) nos lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS), define saúde como sendo o bem estar físico, mental e social e não apenas como ausência de doenças. Segundo esse autor essa definição nos leva a construção de um conhecimento, que envolve diversas formas de saber. Sem sombra de dúvida favorece a integração dos diferentes profissionais não de forma hierarquizada, mas sim verticalizada, produzindo um saber mais legítimo, assim como, um postura ética que não se restringe apenas na relação com o paciente, mas também, no reconhecimento dos diferentes profissionais e nas diversas abordagens..

Ainda segundo Angerami (2000) ao tratar uma pessoa, há de se considerar que ela está inserida num contexto social, o que vai de encontro a abordagens totalizantes do ser humano.

A psicologia nesse contexto assume uma função importante frente a determinismos tão comuns da área médica. Ao chegar a um hospital o psicólogo não tem lugar definido, a demanda vem por indicação do profissional da medicina ou às vezes da equipe técnica. E o paciente por sua vez pode recusar o atendimento psicológico, o que não ocorre na realidade com outros profissionais. O psicólogo é aquele que apaga os incêndios, no entanto, essa falta de lugar definido não deve ser vista como algo ruim, porque isso permite um trânsito maior do profissional.

Ele pode por sua vez como essa flexibilidade ser um canal para o enriquecimento das relações interpessoais, oxigenar o ambiente, humanizando-o. O profissional da psicologia pode contribuir para o fortalecimento da ética do respeito. Algumas vezes a subjetividade do psicólogo no respeito que dispensa ao doente, é entendido por outros profissionais ancorados por uma teoria e práticas fechadas, como uma incapacidade, falta de manejo com o paciente.

Quando nos perguntamos: Qual o lugar da psicologia dentro das Instituições de Saúde?

Responderia que é o não lugar, assim como, deveria se a dos demais saberes que atravessam essas instituições. A busca pela integração, pela interdisciplinaridade, onde todos devam buscar o bem comum e formas mais humanizantes de atuação. Como nos ensina Angerami (2000): a humanização dos atendimentos da área de saúde passa obrigatoriamente pela humanização do profissional da saúde, o qual está precisando se humanizar na medida em que distorce até mesmo alguns princípios teóricos que justamente preconizam a humanização dos atendimentos.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Na era da ciência e da tecnologia os malabarismos da engenharia genética, a nanotecnologia, a produção cada dia maior de novidades dentro da robótica são pequenas amostras da evolução desencadeada pelo projeto da modernidade, da qual somos legítimos herdeiros.

O mundo passou a ser orientado por uma cosmovisão técnico-científica que não é capaz de abarcar as questões mais fundamentais no que se refere ao humano. A diversidade de saberes que se apresentam de forma fragmentada, onde cada um tenta ocupar um lugar fixo e imutável, ilustram bem essa visão esquadrinhada da nossa realidade.

Esquadrinhamento que vai refletir na maneira de enxergar o homem, geralmente em partes específicas, resultado do grande número de especialistas que integram a área de saúde que também será setorizada de forma hierarquizada, tendo o saber médico posição privilegiada.

A visão de mundo técnico - cientifica torna a realidade impessoal e afasta o homem do próprio homem, e será nesse contexto que inserimos a ética do respeito, que deve preceder a todas as éticas. Uma ética que treina o olhar, que promove proximidade e que faz com que percebamos o outro na sua essência.

Como nos ensina Esquirol a ética do respeito não apenas resgata o outro, mas ao resgatar o outro estou resgatando a mim mesmo. Essa é a regra de ouro da nossa atuação como profissionais de saúde.

Chiattone (2000) já dizia que para trabalhar e produzir é preciso conhecer, mas para comandar é necessário saber. E quem detém o saber absoluto sobre o doente? Ou melhor, sobre a doença?

Como é possível uma ação terapêutica que desconsidere o humano na sua pluralidade? Onde essa pluralidade do humano é vista por alguns profissionais da saúde como um excesso, que às vezes deve ser tolerado.

Acredito que para se apreender o verdadeiro sentido do adoecer humano e evoluirmos em nossas praticas é necessário despojamento e esvaziamento de egos, onde todos nos sejamos eternos aprendizes.

E isso que nos ensina à ética do respeito, no reconhecimento da diversidade e com o olhar atento aprendemos mais sobre o meio que nos cerca e conseqüentemente sobre nós mesmos.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



ANGERAMI, V. O ressiginificado da prática clinica e suas Implicações na realidade da saúde. In: Psicologia da saúde. São Paulo: Pioneira, 2000.



BAQUERO, M. Desigualdade e Ruptura do Contrato Social: cultura política e capital social. In: Direitos Humanos: alternativa de justiça social na América Latina. São Leopoldo: Unisinos, 2002



BOTELHO, Jesus J. Aulas ministradas no curso de Pós-Graduação em Psicologia Jurídica. Rio de Janeiro: Universidade Candido Mendes, 2011.



CAMILO, José. Universidade, modernidade e pós-modernidade. In: Escola e universidade na pós-modernidade. José Camilo dos Santos Filho, Silvia E. Moraes (orgs.) – Campinas, S.P. Mercado de letras; São Paulo: Fapesp, 2000.



CHIATTONE, Heloísa. A significação da psicologia no contexto hospitalar. In: Psicologia da saúde. São Paulo: Pioneira, 2000.



ESQUIROL, Joseph M. O respeito e o olhar atento: uma ética para era da ciência e da tecnologia. Editora Autêntica, 2005.



FEIJÓ, A. Educação e Heterogeneidades. Palestra proferida no curso de especialização em Psicopedagogia, UERJ, dia cinco de novembro de 2008.



GIACOIA JR, O. Ética, técnica, educação. In: BIGNOTTO, N.; MORAES, E. J. (Org.). Hannah Arendt — Diálogos, reflexões, memórias. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2001 p. 48-62.



GRENZ, J; SMITH, J. Dicionário de Ética. São Paulo: Vida, 2003.





HOBBES, T. Leviatã. 3ª. Ed. São Paulo: Ed. Abril, 1983. (Coleção "Os Pensadores”)





MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia: dos pré socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: ZAHAR, 1997.





ROMANO, B. W. A prática da psicologia nos hospitais. São Paulo: Pioneira, 1994.



quinta-feira, junho 07, 2012


WORKSHOP
CRIANÇAS E ADOLESCENTES DIFÍCEIS
Dia: 18 de Agosto de 2012 (Sábado) das 9h às 16h.
(VAGAS LIMITADAS)
Objetivos:
Capacitar o Profissional a lidar com a Violência e a Agressividade na Infância e Adolescência.
Conteúdo Programático:
1. Transtornos Disruptivos, da Bíblia ao DSMV.
2. Neurobiologia da Agressividade e da Violência: Circuitos e Curto-circuitos.
3. Temperamento e Personalidade no comportamento agressivo: Esquematizando a prevenção e prevenindo a Estigmatização.
4. Violência, Agressividade e Dinâmica familiar.
5. Violência contra a criança e violência entre crianças: Abuso físico, Abuso sexual e Bullying.
6. O limite transposto: O menor infrator.
7. Pós-modernidade, geração @ e a questão da Violência: Ultrapassando os limites do LIMITE ou A Nova Criança.
Palestrantes:
· Dr. Ricardo Krause- CRM: 472013
· Dr. Thiago Fernandes-CRM: 52848476