Sonhe com o que você quiser. Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida
e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades
para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E
esperança suficiente para fazê-la feliz.

CLARICE LISPECTOR

Sejam Bem- Vindos!!!

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Leituras Indicadas


segunda-feira, julho 16, 2012

A ÉTICA DO RESPEITO NA CONTEMPORANEIDADE: RESSIGINIFICANDO OLHARES NO CAMPO DA SAÚDE.







A ÉTICA DO RESPEITO NA CONTEMPORANEIDADE: RESSIGINIFICANDO OLHARES NO CAMPO DA SAÚDE.

por Andreia Silva

Em tempos de desenvolvimento de tecnologias super avançadas que atravessam de forma cada vez mais intensa as diferentes esferas da vida humana interferindo na relação do homem com o mundo, se faz imprescindível pensar à relação entre ética, ciência e tecnologia.

O projeto de Modernidade da qual somos herdeiros teve como fatores importantes o surgimento de diferentes visões de mundo, baseadas no progresso e na previsibilidade (na determinação científica).
A modernidade terá como motivo unificador a celebração do individuo e da liberdade individual. A cosmologia científica se encarregará pela busca do controle e da predição, por modelos matemáticos e mecânicos e pela visão de um universo constituído por partículas mortas.
A busca pela predição, a exaltação do determinismo das ciências cujo objetivo era tornar a realidade uniforme, testável e empírica, atingirá de forma implacável o modo de vida das sociedades ocidentais, favorecendo a processos irreversíveis como a globalização.

Os parâmetros sociais passam a ser a excelência a qualquer custo e a alta perfomatividade nos diferentes campos de atuação do homem. A construção das metanarrativas irá coincidir com o fenômeno dos “especialismos”, que terá como representante oficial o conhecimento acadêmico.

De acordo com Filho (2000) na Modernidade a fragmentação do conhecimento e a multiplicação de disciplinas que engendram o processo de departamentalização nas universidades, impedem a integração dos conhecimentos, e o processo de interdisciplinaridade. Ainda de acordo com Filho (2000) o especialista formado na universidade moderna pode ser denominado como um “bárbaro moderno”, aquele que sabe quase tudo sobre quase nada, o que não tem a visão do todo, do conjunto, muito menos a visão da articulação dos seus conhecimentos.

Não pretendo aqui falar minuciosamente do processo pelo qual a humanidade foi inserida a partir do paradigma Moderno, mas sim, fazer apenas um recorte para ilustrar que algumas práticas hoje tão criticadas principalmente pelos chamados pós-modernos, advindas do projeto de Modernidade, tem a sua gênese na formação profissional das diferentes áreas do conhecimento.

A Modernidade trouxe não só os especialismos, como também a onipotência de determinadas áreas do saber, e a saúde nos dá ótimos exemplos, não é de hoje o grande “cisma” que existe entre o saber médico com a sua pretensão de se tornar um saber hegemônico e as demais formas de saber, de profissionais também ligados à saúde: sejam psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, equipe técnica, etc.

Essa ruptura tem importantes conseqüências no que concerne a relação entre os diferentes profissionais, e principalmente na relação deles com aqueles que necessitam de cuidados. O desenvolvimento acelerado de diversas tecnologias que visam objetivar a realidade, dá-nos uma amostra de como a ciência tenta predizer também o homem, esquadrinhando-o.

A predição do homem anula a sua subjetividade, cada comportamento inadequado é explicado via sinapses químicas, neurônios disfuncionais, que terão como solução uma pílula eficaz para contorná-lo ou extirpá-lo.

Lidamos dessa forma com a tentativa de normalização dos comportamentos. Isso decorre de uma formação acadêmica fragmentada e distanciada da realidade. Esquirol (2005) nos chama atenção para esse distanciamento, ao falar de sobre a ética do respeito nos diz que essa só é possível, desde que estejamos vinculados com a realidade que nos cerca, onde olhar e atenção são movimentos importantes. O autor esclarece que a ética do respeito deve preceder as demais éticas, pois só o respeito é capaz de levar a uma atitude verdadeiramente moral.

De acordo com Esquirol (2005) numa época dominada pela ciência e pela tecnologia que nos remetem à hegemonia da cosmovisão técnico – cientifica, a ética do respeito se apresenta como uma concepção de mundo diferente, onde o respeito se tornaria o eixo de uma nova perspectiva.

Vivemos numa sociedade onde a superficialidade e o desequilíbrio são os seus principais sintomas. É comum ouvirmos falar das principais doenças da atualidade: como Estresse, Depressão, TDAH, dentre outras. Mas, acredito que o principal sintoma do adoecimento da sociedade contemporânea é a completa indiferença com relação ao outro. Indiferença que segundo Esquirol (2005), tem uma conotação moral, pois sendo o respeito uma atitude moral, a indiferença seria sua antagônica.

A ética do respeito da qual Esquirol fala nos remete ao outro, promove uma mudança de lugar com relação a esse outro, nos permitindo compreender a sua realidade. Uma visão técnico-científica apresenta um lugar fixo, “seguro”, conhecido, pois não é necessário trocar com o outro, é a ética do especialista.

Numa época dominada pela competitividade, pela indiferença que se reproduz na nossa formação profissional, é importante pensar formas de reverter esse processo, ressignificando o nosso olhar e conseqüentemente as nossas práticas.

Considerações sobre a relação entre a ética, à ciência e a tecnologia têm por pano de fundo a preocupação de humanizar a técnica, depois que ela ganhou autonomia no curso da modernidade e em atenção ao fato de que nos dias de hoje, com a biotecnologia e as manipulações genéticas, ela aparece com o poder de transformar o homem, gerando o homem geneticamente modificado e indiferente ao seu meio.

Esquirol (2005) fala que é impossível uma sociedade sem respeito, Hobbes em O Leviatã (1983) nos ensina que só é possível uma sociedade civil não regredir para o que ele denominou Estado de natureza, onde impera a violência, caracterizando o homem como lobo do homem, via contrato social , que será estabelecido pela coletividade visando o bem comum. Ao contrário do que acontece na atualidade, onde a desconfiança, o individualismo e a competitividade permeiam as relações interpessoais.

Numa época com essas características, a ética do respeito se apresenta como uma novidade: olhar o outro com atenção, e conseguir enxergá-lo pode parecer uma coisa óbvia, mas na realidade é um exercício que representa um gasto energia, que passa pelo interesse de descobrir o outro, enxergá-lo e entendê-lo.

Em palestra proferida pela professora Ana Feijó (professora do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro), para o curso de Pós-Graduação em Psicopedagógica no dia cinco de novembro de 2008 sobre Educação e Heterogeneidades, se referiu sobre o fenômeno que se instaurou a atualidade, que é o surgimento das diversas classificações dos transtornos mentais, que passaram a ser minuciosamente descritos nos grandes manuais de psicopatologia e etc. Segundo ela, o homem contemporâneo necessita desses mecanismos para que a realidade se torne reconhecível, criando uma ilusão de segurança, porque o que é da ordem do familiar se torna mais fácil de manejar.

Isso sem sobra de dúvida promove um abismo entre as pessoas, uma sociedade guiada por uma visão técnico-científica, é uma sociedade fria e desinteressada a tudo aquilo que diz respeito ao humano.

Desinteressada em entender toda a sua pluralidade e complexidade. Quando me aproximo do outro posso perceber toda a sua grandiosidade.



A ÉTICA DO REPEITO E A HUMANIZAÇÃO DA TÉCNICA



Kant em seu texto Que é Esclarecimento (1783) fala de dois estados em que homem pode se encontrar durante a sua vida, que ele denominou como autonomia e heterenômia. A autonomia ou maioridade do homem pode ser caracterizada como um estado em que o sujeito é capaz de fazer suas próprias escolhas, onde ele é capaz de deliberar sobre as coisas da vida, decidir o seu rumo. O estado de heterônomia ou menoridade, segundo Kant é uma condição em que o homem aceita o que vem de fora de forma acrítica, por preguiça e covardia.

Kant critica a menoridade do homem, segundo ele, o homem a escolhe porque é cômodo, essa menoridade não reside na falta de entendimento do homem, mas sim, na sua falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo em direção a outrem.

A menoridade é cômoda, assim como, a indiferença, em ambas não exige nenhuma implicação com outro e com a realidade que nos cerca.

No cotidiano das instituições de ensino podemos perceber práticas que levam toda a instituição ao estado de heterônomia: quando debatemos, discutimos e tomamos como verdade universais conhecimentos produzidos fora da nossa realidade social, saberes que são importados.

Essa situação também se reflete na atuação dos diferentes profissionais da área da saúde em nosso país, de forma alguma pretendo passar a idéia que o conhecimento vindo de fora deve ser descartado, contudo acredito que devemos ter mais coragem, saindo da situação de menoridade e darmos valor ao saberes produzidos dentro das nossas práticas profissionais vinculadas a nossa realidade. Prática que deve ser mediada por uma ética que considere a dimensão humana, como nos ensina Chiattone (2000 p 123): “Conceitos como a ética da dimensão humana não deve permanecer como um mero acessório na formação profissional. Aí a essência da tarefa”.

Oferecer a escuta para a pessoa em sofrimento, deixar se afetar pela sua presença, respeitando a sua singularidade, reconhecendo-a, e permitir que ela produza afetos que se desdobrem em ação terapêutica, é o parâmetro que deve nortear as ações daqueles que lidam com a saúde nos seus diferentes contextos.

No cotidiano de um Hospital na maioria das vezes encontramos lugares bem definidos, estando o saber médico no topo da pirâmide em detrimento a outras formas de saber. É curioso observar essa dinâmica, nada acontece sem a provação do “doutor”, muitas das vezes os outros profissionais atuam como coadjuvantes na ação terapêutica. Aliás, é importante lembrar que ação terapêutica vem do grego (therapéia, que significa solicitude, cuidado), que nos levam ao envolvimento com o outro, porém nos ambulatórios, hospitais e consultórios a realidade se apresenta de outra maneira, atendimentos frios mediados por prescrições de receitas e anamneses prontas.

Até mesmo o tratamento psicológico passa pela indicação do médico. Geralmente essa indicação só vem quando são esgotadas todas as formas de causas biológicas para um determinado problema. Isso ilustra bem o lugar que ocupa o saber psicológico dentro das instituições de saúde, o “lugar do não saber”, como nada biológico pode explicar determinado sintoma causador do sofrimento do sujeito, a frase que se ouve muitas vezes dos médicos é que: - “O problema deve ser psicológico.”.

Angerami (2000) nos lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS), define saúde como sendo o bem estar físico, mental e social e não apenas como ausência de doenças. Segundo esse autor essa definição nos leva a construção de um conhecimento, que envolve diversas formas de saber. Sem sombra de dúvida favorece a integração dos diferentes profissionais não de forma hierarquizada, mas sim verticalizada, produzindo um saber mais legítimo, assim como, um postura ética que não se restringe apenas na relação com o paciente, mas também, no reconhecimento dos diferentes profissionais e nas diversas abordagens..

Ainda segundo Angerami (2000) ao tratar uma pessoa, há de se considerar que ela está inserida num contexto social, o que vai de encontro a abordagens totalizantes do ser humano.

A psicologia nesse contexto assume uma função importante frente a determinismos tão comuns da área médica. Ao chegar a um hospital o psicólogo não tem lugar definido, a demanda vem por indicação do profissional da medicina ou às vezes da equipe técnica. E o paciente por sua vez pode recusar o atendimento psicológico, o que não ocorre na realidade com outros profissionais. O psicólogo é aquele que apaga os incêndios, no entanto, essa falta de lugar definido não deve ser vista como algo ruim, porque isso permite um trânsito maior do profissional.

Ele pode por sua vez como essa flexibilidade ser um canal para o enriquecimento das relações interpessoais, oxigenar o ambiente, humanizando-o. O profissional da psicologia pode contribuir para o fortalecimento da ética do respeito. Algumas vezes a subjetividade do psicólogo no respeito que dispensa ao doente, é entendido por outros profissionais ancorados por uma teoria e práticas fechadas, como uma incapacidade, falta de manejo com o paciente.

Quando nos perguntamos: Qual o lugar da psicologia dentro das Instituições de Saúde?

Responderia que é o não lugar, assim como, deveria se a dos demais saberes que atravessam essas instituições. A busca pela integração, pela interdisciplinaridade, onde todos devam buscar o bem comum e formas mais humanizantes de atuação. Como nos ensina Angerami (2000): a humanização dos atendimentos da área de saúde passa obrigatoriamente pela humanização do profissional da saúde, o qual está precisando se humanizar na medida em que distorce até mesmo alguns princípios teóricos que justamente preconizam a humanização dos atendimentos.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Na era da ciência e da tecnologia os malabarismos da engenharia genética, a nanotecnologia, a produção cada dia maior de novidades dentro da robótica são pequenas amostras da evolução desencadeada pelo projeto da modernidade, da qual somos legítimos herdeiros.

O mundo passou a ser orientado por uma cosmovisão técnico-científica que não é capaz de abarcar as questões mais fundamentais no que se refere ao humano. A diversidade de saberes que se apresentam de forma fragmentada, onde cada um tenta ocupar um lugar fixo e imutável, ilustram bem essa visão esquadrinhada da nossa realidade.

Esquadrinhamento que vai refletir na maneira de enxergar o homem, geralmente em partes específicas, resultado do grande número de especialistas que integram a área de saúde que também será setorizada de forma hierarquizada, tendo o saber médico posição privilegiada.

A visão de mundo técnico - cientifica torna a realidade impessoal e afasta o homem do próprio homem, e será nesse contexto que inserimos a ética do respeito, que deve preceder a todas as éticas. Uma ética que treina o olhar, que promove proximidade e que faz com que percebamos o outro na sua essência.

Como nos ensina Esquirol a ética do respeito não apenas resgata o outro, mas ao resgatar o outro estou resgatando a mim mesmo. Essa é a regra de ouro da nossa atuação como profissionais de saúde.

Chiattone (2000) já dizia que para trabalhar e produzir é preciso conhecer, mas para comandar é necessário saber. E quem detém o saber absoluto sobre o doente? Ou melhor, sobre a doença?

Como é possível uma ação terapêutica que desconsidere o humano na sua pluralidade? Onde essa pluralidade do humano é vista por alguns profissionais da saúde como um excesso, que às vezes deve ser tolerado.

Acredito que para se apreender o verdadeiro sentido do adoecer humano e evoluirmos em nossas praticas é necessário despojamento e esvaziamento de egos, onde todos nos sejamos eternos aprendizes.

E isso que nos ensina à ética do respeito, no reconhecimento da diversidade e com o olhar atento aprendemos mais sobre o meio que nos cerca e conseqüentemente sobre nós mesmos.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



ANGERAMI, V. O ressiginificado da prática clinica e suas Implicações na realidade da saúde. In: Psicologia da saúde. São Paulo: Pioneira, 2000.



BAQUERO, M. Desigualdade e Ruptura do Contrato Social: cultura política e capital social. In: Direitos Humanos: alternativa de justiça social na América Latina. São Leopoldo: Unisinos, 2002



BOTELHO, Jesus J. Aulas ministradas no curso de Pós-Graduação em Psicologia Jurídica. Rio de Janeiro: Universidade Candido Mendes, 2011.



CAMILO, José. Universidade, modernidade e pós-modernidade. In: Escola e universidade na pós-modernidade. José Camilo dos Santos Filho, Silvia E. Moraes (orgs.) – Campinas, S.P. Mercado de letras; São Paulo: Fapesp, 2000.



CHIATTONE, Heloísa. A significação da psicologia no contexto hospitalar. In: Psicologia da saúde. São Paulo: Pioneira, 2000.



ESQUIROL, Joseph M. O respeito e o olhar atento: uma ética para era da ciência e da tecnologia. Editora Autêntica, 2005.



FEIJÓ, A. Educação e Heterogeneidades. Palestra proferida no curso de especialização em Psicopedagogia, UERJ, dia cinco de novembro de 2008.



GIACOIA JR, O. Ética, técnica, educação. In: BIGNOTTO, N.; MORAES, E. J. (Org.). Hannah Arendt — Diálogos, reflexões, memórias. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2001 p. 48-62.



GRENZ, J; SMITH, J. Dicionário de Ética. São Paulo: Vida, 2003.





HOBBES, T. Leviatã. 3ª. Ed. São Paulo: Ed. Abril, 1983. (Coleção "Os Pensadores”)





MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia: dos pré socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: ZAHAR, 1997.





ROMANO, B. W. A prática da psicologia nos hospitais. São Paulo: Pioneira, 1994.



quinta-feira, junho 07, 2012


WORKSHOP
CRIANÇAS E ADOLESCENTES DIFÍCEIS
Dia: 18 de Agosto de 2012 (Sábado) das 9h às 16h.
(VAGAS LIMITADAS)
Objetivos:
Capacitar o Profissional a lidar com a Violência e a Agressividade na Infância e Adolescência.
Conteúdo Programático:
1. Transtornos Disruptivos, da Bíblia ao DSMV.
2. Neurobiologia da Agressividade e da Violência: Circuitos e Curto-circuitos.
3. Temperamento e Personalidade no comportamento agressivo: Esquematizando a prevenção e prevenindo a Estigmatização.
4. Violência, Agressividade e Dinâmica familiar.
5. Violência contra a criança e violência entre crianças: Abuso físico, Abuso sexual e Bullying.
6. O limite transposto: O menor infrator.
7. Pós-modernidade, geração @ e a questão da Violência: Ultrapassando os limites do LIMITE ou A Nova Criança.
Palestrantes:
· Dr. Ricardo Krause- CRM: 472013
· Dr. Thiago Fernandes-CRM: 52848476


CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CUIDADO MATERNO-INFANTIL

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CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CUIDADO MATERNO-INFANTIL
Apresentação:Somos uma equipe multidisciplinar, composta de psicóloga, psicomotricista, fonodióloga, nutricionista e psicopedagoga. Nossa tarefa é fazer com que, nestes módulos, os pais ou o profissional da saúde e/ou educação possam ajudar a vivenciar este primeiro momento da vida do ser que está chegando de forma tranqüila e prazerosa para todos. A proposta de trabalho é que haja um diálogo entre a teoria e a prática. Com esse objetivo, utilizamos técnicas corporais que proporcionam a vivência e a troca das experiências sentidas.
Publico Alvo:
Mães, pais e profissionais de saúde e educação interessados em obter um conjunto de conhecimentos que possibilitem uma maior compreensão da realidade materno-infantil e que buscam o desenvolvimento das habilidades necessárias ao desempenho qualificado do cuidado.
Local e Início do Curso:
Madureira/RJ – Junho-2012
Quartas-feiras (semanal) das 18h30 às 21h00
Recreio/RJ – Junho-2012
Sextas-feiras (semanal) das 14h00 às 17h00
Duração do Curso:
Aproximadamente 4 meses (junho a setembro de 2012)
Coordenação:
Rosana Fachada
Mestre em Psicopedagogia pela Universidade de Havana( Cuba). Especialista em Psicomotricidade pelo Centro Universitário IBMR. Docente em tempo integral de Educação Física da Universidade Castelo Branco (UCB-RJ). Docente da Universidade Gama Filho (UGF-RJ). Licenciada em Dança. Coordenadora e Psicomotricista da Obra Social Dona Meca (Centro de Reabilitação e Integração Social a Crianças com Deficiência). Terapeuta holística. Diretora do Espaço Multiprofissional LIRIOÁ.
Mônica Guanaes
Psicóloga graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Formação em Psicomotricidade e Massagem Biodinâmica. Psicoterapeuta corporal e holística. Acompanhante terapêutico psiquiátrico e psicomotricista da Obra Social Dona Meca (Centro de Reabilitação e Integração Social a Crianças com Deficiência).
Módulo I: Pais Grávidos – preparação para a chegada do Bebê
Vida Intra-uterina na relação com os pais
Desenvolvimento intra-uterino e alimentação da gestante
Conscientização Corporal Através da Yoga durante a gravidez e parto
Sexo e Gravidez
Os primeiros cuidados com o Bebê
Cuidados especiais: Bebês prematuros
Amamentação
A chegada do Bebê na família
Modulo II: Massagem para bebês
A vida intra-uterina na relação com mãe
A importância do Toque no estabelecimento do vínculo mãe-bebê
Desenvolvimento Infantil
A técnica da Shantalla

Modulo III: Do Bebê a criança: etapas fundamentais
Desenvolvimento Psicomotor 0-6 anos
A importância da alimentação nos primeiros anos de vida
Aprendizagem escolar
Sexualidade infantil
Linguagem
Investimento:
Taxa de Matrícula: R$30,00
Mensalidade: 4 X R$165,00

FORMAÇÃO EM ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO





PREVISÃO DE INÍCIO: Junho de 2012

APRESENTAÇÃO:
O Acompanhamento Terapêutico (AT) é uma prática que nasceu no campo da desinstitucionalização da loucura com o objetivo de se colocar na fronteira de contato entre sociedade e os pacientes que estavam sendo retirados dos manicômios. Porém, com o seu avanço, ele se tornou imprescindível para qualquer pessoa que queira exercer uma clínica que rompa com os limites do consultório. Através das experiências que inseriam a loucura no território da cidade foi possível desenvolver práticas extra-consultório também com crianças, adolescentes, idosos, dependentes químicos e outros. Ao longo do tempo, o AT foi se revelando uma nova maneira de fazer clínica que, além de ocupar as ruas, ocupava as casas dos pacientes e outros espaços do dia-a-dia, como escolas, clubes, etc. O AT então fundamentado por diversas linhas teóricas e hoje se constitui num campo bastante amplo de atuação e de reflexão sobre a clínica.

OBJETIVO:
Apresentar de forma ampla o campo do AT e suas articulações com as diversas áreas de saber, tais como a Psicologia, a Psicanálise, a Psiquistria, a Filosofia, as artes, as ciências etc. Igualmente, é objetivo dessa Formação habilitar o estudante para a prática como acompanhante terapêutico em diversos seguimentos de atuação, tais como o infantil, adolescente, familiar, escolar, residência terapêutica, dentre outros.

SEMESTRE A – LOUCURA, PSIQUIATRIA E REFORMA PSIQUIÁTRICA
Nesse semestre será estudado o campo de surgimento da prática do AT: a loucura. Abordaremos a genealogia do AT e da própria loucura. Refletiremos sobre a questão da psiquiatria e da Reforma Psiquiátrica, assim como sobre as questões específicas da loucura e seus movimentos agressivos, a violência que a ela é direcionada e o seu confronto com a sociedade.
Módulo A1: Genealogia do AT e Reforma Psiquiátrica – Professor: FRANCISCO COSTA
Módulo A2: Loucura, Violência e Agressividade – Professor: FABIO ARAUJO
Módulo A3: Neuroses Graves, Psicoses e Autismo – Professora: GABRIELA SERFATY

SEMESTRE B – CORPO E ORGANIZAÇÕES GRUPAIS
Nesse semestre será lançado um olhar sobre o corpo, tanto do acompanhante quanto dos pacientes. Como o Acompanhamento Terapêutico se dá sempre no entrecruzamento de instâncias coletivas é fundamental que o corpo seja entendido nas suas múltiplas grupalidades, dando um foco especial ao grupo familiar e ao grupo terapêutico.
Módulo B1: O Corpo no AT – Professores: FRANCISCO COSTA e MARINA CARVALHO
Módulo B2: AT e Grupo – Professores: BRUNA PINNA e ALESSANDRA JORDAN
Módulo B3: AT e Família – Professora: CLAUDIA PINNA

SEMESTRE C – AT E SUAS APLICAÇÕES
Nesse semestre será trabalhado os múltiplos campos possíveis de atuação do AT e sua relação com a clínica, visto que essa prática coloca em análise a própria clínica, alargando os seus contornos e forçando os seus limites. Será enfatizada a atuação do AT nas escolas através dos mediadores sociais, assim como a sua necessidade para o desenvolvimento e sustentação das residências terapêuticas.
Módulo C1: Onde e Quando Acontece o AT- Professor: MARCELO TAVARES
Módulo C2: AT nas Escolas: O Mediador Social – Professora: ROBERTA CHREEM
Módulo C3: Residência Terapêutica e AT – Professora: VANESSA MASSO

SEMESTRE D – INTERVENÇÃO ÉTICA-ESTÉTICA-POLITICA NA CIDADE
Nesse semestre abordaremos as relações entre o AT e a arte, ressaltando as implicações éticas e políticas, bem como a atuação na cidade. O AT, como experiência limite da clínica, força a clínica a se relacionar com a construção da própria cidade, deixando transparecer as suas implicações políticas e produzindo novas éticas, assim como novas estéticas das relações sociais.
Módulo D1: AT e os Atravessamentos da Cidade – Professora: BRUNA PINNA
Módulo D2: AT como Potência Estética – Professor: RONIE GUIMARÃS
Módulo D3: AT, Ética e Política – Professor: FABIO ARAUJO

ESTRUTURA DO CURSO:
A Formação é realizada em 4 (quatro) semestres. Cada semestre é dividido em 3 (três) módulos de 16 (dezesseis) horas-aula cada. A carga horária total da formação é de 192 (cento e noventa e duas) horas-aula e sua duração é de 2 (dois) anos.
Tanto os semestres quanto os módulos são independentes uns dos outros, de modo que não há pré-requisito nem para os semestres nem para os módulos. Assim, é possível fazer uma formação cíclica continuada e viabilizar o acesso daqueles que desejam participar somente de um módulo. Desse modo, os módulos funcionarão também como cursos livres.
A Formação completa consiste:
1) No cumprimento de doze módulos realizados ao longo de 4 (quatro) semestres.
2) Na realização de um trabalho de 10 (dez) laudas ao final de cada semestre articulando os temas trabalhados nos módulos ou no aprofundamento dos temas estudados em um dos módulos.
3) Na realização de um trabalho final de 30 (trinta) laudas apresentado no último semestre.
Obs: Para obtenção do certificado é necessário o cumprimento desses três itens.

COORDENAÇÃO:
FABIO ARAUJO - Psicólogo Clínico graduado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ). Acompanhante Terapêutico. Analista Institucional. Mestre em Estudos da Subjetividade pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Atua há quinze anos com residências terapêuticas e com Acompanhamento Terapêutico. Coordenador e supervisor da equipe de AT na Residência Terapêutica de Jacarepaguá. Desenvolve grupos de estudos no cruzamento entre psicologia e filosofia. Psicólogo clínico de crianças, adolescentes, adultos e famílias. Autor do livro Um Passeio Esquizo Pelo Acompanhamento Terapêutico: Dos Especialismos A Uma Política Da Amizade
AULAS:
As aulas acontecem um sábado por mês, das 8h00 às 17h00 e serão acordadas previamente a cada semestre.

ESTÁGIO SUPERVISIONADO:
A cada semestre serão oferecidas vagas para estágio. O estágio é opcional e conta como um módulo. Quem optar por realizar o estágio passará por um processo de seleção e ficará dispensado, se assim quiser, de cumprir um módulo teórico ao longo da formação. O estágio tem duração de seis meses com carga horária a combinar.

INVESTIMENTO:
Matrícula – R$ 30,00
Mensalidade – 24 X R$ 160,00
Valor do módulo avulso – R$80,00
(20% de desconto para estudantes)

SUPERVISÃO PSICANALÍTICA EM GRUPO: PSICANÁLISE COM CRIANÇAS





APRESENTAÇÃO:
As singularidades do atendimento psicanalítico de crianças sinalizam que, para além de um ramo da atividade, ele é um campo específico do saber e da prática. Torna-se fundamental o desenvolvimento de uma “escuta” analítica e da capacidade de reflexão teórico-clínica.
O grupo é destinado a psicólogos, alunos de graduação em Psicologia, residentes ou psicanalistas que desejam ter o monitoramento de seus casos, um acompanhamento e desenvolvimento de sua práxis psicanalítica.
O processo de supervisão é um diferencial na formação ou aprimoramento clínico e possibilita ao orientando desenvolver habilidades para a realização de atividades acadêmicas ou profissionais.
Nosso ambiente de supervisão se constitui em um dispositivo se total segurança para discussões estruturadas, troca de experiências e orientação em casos de maior complexidade.
REUNIÃO:
Quinzenal (quinta-feira) das 17h30 às 19h30
INVESTIMENTO:
R$ 100,00 mensais

CURSO DE FORMAÇÃO BÁSICA EM PSICANÁLISE





PREVISÃO DE INÍCIO: 18 de julho de 2012


CARGA HORÁRIA: 240 horas
DURAÇÃO: Formação Básica (2 anos); Qualificação Clínica (6 meses)
AULAS: 4ª feiras – Quinzenais (4h/a) das 18h00 às 21h30


APRESENTAÇÃO:O Curso de Formação Básica em Psicanálise foi desenvolvido para promover a iniciação e aprofundamento aos estudos psicanalíticos e é destinado a profissionais de todas as áreas de formação interessados em obter um sólido aporte de conhecimento em Psicanálise, propiciador de uma abertura intelectual para o entendimento e reflexão sobre toda a gama de experiências humanas.
O curso objetiva estudar as bases conceituais da Psicanálise, informando e estimulando a pesquisa. Por meio do estudo da teoria que fundamenta a Psicanálise, busca-se promover o aprofundamento sistemático do conhecimento para subsidiar a formação permanente e a prática clínica.
O programa de estudo inclui desde as elaborações inaugurais freudianas até as contribuições contemporâneas do campo psicanalítico, dando atenção à aplicação aos diversos problemas clínicos.

A sala de aula se constitui num ambiente de investigação aberto e crítico para explorar este campo de saber complexo, subversivo e instigante que é a Psicanálise: um dos instrumento mais adequados para se pensar o sofrimento humano na atualidade.
1º SEMESTRE – Fundamentos da Psicanálise
Módulo 1: (16h/a) – Primeiras formulações Freudianas
Módulo 2: (16h/a) – Aparelho psíquico e Inconsciente
Módulo 3: (16h/a) – Formações do inconsciente (atos falhos, Chistes, sonhos)
2º SEMESTRE – Constituição do Sujeito da Psicanálise
Módulo 1: (16h/a) – Sexualidade e Pulsão
Módulo 2: (16h/a) – Complexo de Édipo
Módulo 3: (16h/a) – Introdução ao narcisismo
3º SEMESTRE – Estruturas Clínicas
Módulo 1: (16h/a) – Neurose
Módulo 2: (16h/a) – Psicose
Módulo 3: (16h/a) – Perversão
4º SEMESTRE – A Técnica Psicanalítica
Módulo 1: (16h/a) – Transferência e Contra-transferência
Módulo 2: (16h/a) – Resistência e Interpretação
Módulo 3: (16h/a) – Repetição
5º SEMESTRE – Qualificação Clínica (OPCIONAL)
O objetivo deste semestre é promover a qualificação dos profissionais para o atendimento clínico em Psicanálise. O Praxis oferece aos estudantes desta formação estágio supervisionado em sua clínica social. Trata-se de um período de aperfeiçoamento destinado àqueles que queiram aprimorar seus conhecimentos e exercer a prática do atendimento a pacientes em consultório, contando com supervisão e orientação. Conjuga-se a possibilidade de aliar ao aprendizado teórico a práxis psicanalítica, possibilitando o exercício clínico com acompanhamento em supervisão.
O programa prevê:
- Atendimento a pacientes da clínica social;
- Supervisão das práticas clínicas;
- Seminário teórico-clínico para pesquisa, discussão e construção de ferramentas teóricas necessárias e desejáveis à prática clínica.
**É pré-requisito para a realização deste módulo a conclusão de todos os módulos da Formação Básica (os quatro primeiros semestres).
MATRÍCULA:
Os interessados devem agendar uma entrevista individual, na qual devem apresentar documentação que comprove formação profissional e breve currículo.
INVESTIMENTO:
Mensalidade – R$ 140,00
Taxa de Matrícula – R$ 30,00
(20% de desconto para estudantes)
AVALIAÇÃO:
Deve ser apresentado um trabalho ao final de cada semestre articulando os temas trabalhados em cada módulo.
Deve ser apresentado um trabalho ao final do curso como pré-requisito para obtenção do Certificado.
A base legal desse curso encontra-se na Lei de Cursos Livres, nº 9394/96 Arts. 67 e 87, Inciso III e Parecer nº 64/2004-CEDF. Sendo assim, o curso está isento da necessidade de reconhecimento pelo Ministério da Educação – MEC.

I JORNADA BRASILEIRA DE NEUROPSICOLOGIA



Inscrições:
A inscrição é aberta para qualquer profissional.
Envie um e-mail para: sbnp@sbnp.com.br seguindo o seguinte modelo:
Assunto do E-mail: Inscrição I Jornada Brasileira de Neuropsicologia
O e-mail deverá conter os seguintes dados:
Nome:
E-mail:
Estado:
CPF:
Tipo de Inscrição: (conferir valores abaixo)
Estudante sócio da SBNp: R$ 60,00
Estudante não-sócio: R$ 100,00 (enviar comprovante de matrícula em pós graduação ou graduação)
Nota importante: Especificar estudante de pós graduação ou graduação.
Profissional sócio da SBNp: R$ 120,00
Profissional não-sócio: R$ 180,00 (enviar número da instituição em que pertence, ex: CRP, CRM, etc.)
Após o envio do e-mail, você receberá um boleto bancário. É imprescindível o comprovante de pagamento seja enviado para o e-mail sbnp@sbnp.com.br.
Depois disso, sua inscrição está completa.

Data: 07 de julho, sábado
Horário: 08h a 18h
Local: Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino
Rua Diniz Cordeiro, nº 30, Botafogo – RJ

Temas:
Memória
Aprendizagem
Tomada de decisão
Impulsividade no fenótipo suicida
TDAH
Neuroimagem
Demências
Psicopatia
Formação em neuropsicologia
Entre outros

Palestrantes
Leandro Malloy-Diniz (UFMG)
Paulo Mattos (IDOR/UFRJ)
Rosinda Martins Oliveira (UFRJ)
Renata Mousinho (UFRJ)
Deborah Azambuja
Helenice Charchat Fichman (PUC-Rio)
Gabriel Coutinho (IDOR/UFRJ)
Ricardo de Oliveira (IDOR/UNIRIO)
Jesus Landeira Fernandez (PUC-Rio)